quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

APRENDA DIREITO!


.DA PRISÃO

As leis têm como objetivo promover a segurança social. Os juízes são encarregados de aplicar as penas e muitas vezes de prender, retirando a liberdade, por motivos menores e outras vezes de manterem livres, aqueles merecedores. O erro desse exercício é constante, por isso as leis devem apresentar conteúdos consistentes que determinem os casos onde a prisão deve ser aplicada.
Na medida em que os cidadãos passarem a não temer a prisão de forma tão intensa, os indícios mais fracos, presentes nas leis, poderão ordenar a prisão. Hoje, a idéia da justiça é substituída pela força e pelo poder, onde a prisão é mais um sofrimento do que um meio de deter um acusado.


. DA TORTURA


Aplicar a tortura para conseguir a confissão é considerado uma barbaridade. Existem dois casos: ou o delito é certo ou o delito é incerto. Nos casos onde os delitos são certos, não há necessidade de aplicar a tortura para uma confissão, quando o acusado já é, de fato, considerado culpado. Nos casos de delitos incertos, é injusta a utilização de tortura em pessoas inocentes que nada têm a declarar. O autor interroga qual a necessidade de torturarem inocentes ou pessoas já consideradas culpadas, quando o intuito é apenas impedir que outros cometam atos semelhantes.
O autor faz uma critica dizendo que é um absurdo ser acusador de si mesmo ou extrair a verdade de alguém através da tortura como se, de algum modo, a verdade estivesse impregnada nos músculos do torturado. Além disso, a fim de evitar a tortura e recorrer ao caminho mais fácil para impedi - lá, muitos acabam assumindo atos que em hipótese nenhuma ocasionaram.
A tortura pode ser um meio de aprisionar o inocente fraco, que pretende acabar com a dor, e livrar o culpado persistente e forte, que agüenta até os últimos instantes, sem pestanejar. Logo, a tortura não pode ser utilizada como um instrumento capaz de distinguir verdade e mentira. Além dessa, existem outros meios pelo qual um inocente pode causar impressão de um culpado. A tensão dos julgamentos e toda a sua formalidade tiram a tranqüilidade de qualquer pessoa, dando-lhe total insegurança.

Elas gostam mais de sexo que os homens.
Gostam mais ainda de falar dos pudores que tanto desconhecem.
Elas se culpam demais e se esquecem: que um dia toda mulher terá uma calça que não vai lhe servir.

L´amour


"L'amour, hum hum, pas pour moi,
Tous ces "toujours",
C'est pas net, ça joue des tours,
Ça s'approche sans se montrer,
Comme un traître de velours,
Ça me blesse, ou me lasse, selon les jours
L'amour, hum hum, ça ne vaut rien,
Ça m'inquiète de tout,
Et ça se déguise en doux,
Quand ça gronde, quand ça me mord,
Alors oui, c'est pire que tout,
Car j'en veux, hum hum, plus encore,
Pourquoi faire ce tas de plaisirs, de frissons, de
caresses, de pauvres promesses ?
A quoi bon se laisser reprendre
Le coeur en chamade,
Ne rien y comprendre,
C'est une embuscade,
L'amour, hum hum, ça ne va pas,
C'est pas du Saint Laurent,
Ça ne tombe pas parfaitement,
Si je ne trouve pas mon style ce n'est pas faute
d'essayer,
Et l'amour, hum hum, je laisse tomber!
A quoi bon ce tas de plaisirs, de frissons, de
caresses, de pauvres promesses?
Pourquoi faire se laisser reprendre,
Le coeur en chamade,
Ne rien y comprendre,
C'est une embuscade,
L'amour, hum hum, j'en veux pas
J'préfère de temps en temps
Je préfère le goût du vent
Le goût étrange et doux de la peau de mes amants,
Mais l'amour, hum hum, pas vraiment!"

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Conto de nós quatro.


(...), uma delas fala que não sente falando o que deveras sente. É o conto de nós quatro. Uma chora dos amores impossíveis sabendo da própria impossibilidade pessoal de, então, amar. Fala do amor com plenitude, fala do amor com arrogância e descrença. Desacredita da verdade absoluta, mas com absoluta certeza, gostaria de não mais desacreditar. Ela se cansou do cansaço diário, fala mansinho e vagarosamente, fala mansinho, fala forte e fala alto, ela também fala o que deveras sente. Fala verdades, meia verdade, às vezes nem fala e outra vezes, muito menos, se cala.
Uma odeia demasiadamente a si própria pelo singelo detalhe de se amar demais. Tem um autocontrole exacerbado que quase sempre perde as rédeas da própria meada de sua historia completamente sem sentido nenhum. Faz parte de um mundo que, sinceramente, ninguém reconhece ou admite que exista. Faz teatro, faz peça, faz cena e faz amor demais pra alguém que gostaria de ser um pouco mais feliz, estável e realista. Fala fino, fala doce, fala amargo e às vezes até azedo. Fala o que acha que deve e deveria apenas nem cogitar a idéia de pensar em falar, às vezes. A outra é dura como rocha e mais doce que cubo de açúcar. A rocha então quase sempre se desfaz naquelas fortes tempestades constantes de chuva ácida. Essa sente quase tudo o que não fala, fala quase tudo o que não sente, às vezes acha que ela também deveras, mais do que as outras, sente. Eu sinto que existe uma outra que, deveras, fala demais das outras que , às vezes, quase acham que sentem.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

CINEMA?


TRABALHO ESTRANHO DE CINEMA?


"Grandes e ensurdecedores aplausos ao Cinema brasileiro, por mais singelo que esses sejam."


Digo em alto e bom tom que o cinema brasileiro merece ser ovacionado pela grande quantidade e explêndida qualidade dos filmes lançados, pelo menos, nos últimos 10 anos. Não é todo dia, ou melhor, em todo país, que podemos encontrar filmes com a riqueza cultural e social de, por exemplo, o tão citado “Tropa de elite”. Por trás da fama, além dos roteiros e câmeras, existe um universo e uma indústria que funciona e se movimenta através de uma força quântica e fervorosa. Essa indústria abrange um contexto muito maior que apenas aquela brilhante esfera conhecida como: A ARTE DE INTERPRETAR.

Hoje em dia todos nós cidadãos sabemos que este uma conotação social impregnada na cabeça dos nossos cineastas que, de fato, mostram que vieram para revolucionar e para mostras àqueles que se negam a enxergar, que o Brasil precisa urgentemente de alguém que olhe por nós. Este não é um apelo religioso, afinal creio que todos saibamos que o Brasil é o país da religiosidade, da devoção, do culto e do amor a Deus acima de qualquer outra coisa, amor maior que a si próprio. O Brasil certamente sabe de suas qualidades e capacidades espirituais. É como se Deus tivesse nos colocado na balança divina das catástrofes, onde nos poupou de tamanhas desgraças naturais compreendidas popularmente como terremotos, furacões, maremotos e outros, e nos encheu de paixão. Não amor, paixão. Paixões aquelas que nos sobem ao cérebro com a mesma vivacidade dos batimentos do peito, que aumentam a temperatura e nos levam, conseqüentemente, a cometer atos não tão naturais aos olhos do todo poderoso e tão pouco planejados por ele.
Deus nos deu a graça da natureza harmoniosa. E nós, brasileiros, criamos a desgraça, que por deus, não nos foi concedida.
Texto de 2005.

terça-feira, 27 de novembro de 2007




"O homen aprendeu, com deus, a criar. Deus aprendeu com o homem a amar. É como se os homens fossem anjos rejeitados do paraíso, por serem os únicos a colocarem defeitos na criação suprema de Deus. Aqui, ao cair, descobriram os sentimentos profanos. Com os animais aprederam a se reproduzir, a procriar, a mentir e a matar."

Esse é, certamente, um dos melhores filmes que vi. Não só pela atuação de todos os envolvidos, mas pela moral da história. Eu adoro morais de histórias, ou melhor, adoro histórias com morais.
É como se esse filme tivesse sido feito sobre os meus conceitos, as minhas hipóteses, as minhas idéias e, é claro, as minhas fantasias. Diz, acima de tudo, coisas que eu confabulei, coisas que eu pensei ...que eu, apenas eu, pudesse raciocinar.
Logo, posso concluir que existe alguém que pensa assim, tanto quanto eu. Alguém que acredita na desgraça com graça do mundo.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Paris


"É estranho pensar que enquanto o mundo corre em parametros de globalização, de modernização, existem lugares que desfrutam do prazer de apenas viver bem. Aparentemente, o avanço da tecnologia, retirou-me a beleza dos lugares que mais gosto."


A naturalidade da beleza da cidade me encanta, não poderia ser diferente em Paris. Ao chegar no aeroporto da cidade iluminada, confesso que não morri de amores e muito menos de felicidade. Achei bem estranho, um lugar onde tive que ir ao banheiro que não possuia portas, ou melhor, um banheiro sem portas e unissex. Posso afirmar que se dependesse do aeroporto de paris, acho que esse amor que existe dentro de mim, seria agora, ruínas sucumbidas.

Encaminhei-me ao centro, onde, supostamente, ficaria em um hotel na rua conhecida como chattêau london. Tratava-se de um lugar charmoso, com janelas típicas francesas, ao lado de uma estação de metro de última geração chamada gare de lest, e é claro, muita gente bonita e agradável. Aí sim, pude respirar o ar da cidade e pensar daquela forma similar a qual todos os turistas recém-chegados em Paris pensam: "Ah, agora sim! Me sinto realmente na Europa!". Eram os ventos do verão soprando que meus tempos de Europa haviam apenas começado.

Ao colocar as malas no quarto, aproximei-me da janela para ver a vista a qual seria meu cenário por algum curto tempo, pobre vista, os, ironicamente, simpáticos rapazes do hotel me colocaram aos fundos da cidade que mais gosto. Mas isso foi pouco, pouco para acabar com o meu contentamento. Já que fui desprovida de belas vistas, arrisquei-me enfim em um passeio pelas ruas paralelas e perpendiculares, e mais tarde, um passeio inusitado de metrô.

Assim fomos, explorando e conhecendo cada pedaço daquela cidade que possui uma sensação incrível de romance e doutrina. Sensações de uma terra que há pouco século viveu grandes revoluções, terra de Napoleão, de Descartes, terra do meu pintor favorito, terra de Monett.

Não há quem hesite em dizer que Paris não se move em torno de um magnetismo cultural e amoroso, um magnetismo inexplicável. Principalmente as margens do Sena, agora posso entender a quantidade de livros públicados relacionados à margens do sinuoso Sena.

Naquele mesmo dia fizemos o nosso tão aguardado passeio. Mais que o esperado, meu raciocínio e meu grande arquivo de cidades e países que já visitei (alguns muitos) gritaram em mim dizendo: "Achou, essa é Paris!". Era como se meu inconsciente gritasse em forma de paisagem possibilitando-me de ver as as respostas das minhas perguntas ao invés de apenas ouvi-las.

Ainda lembro da sensação de extase totalitário que senti, sensação de liberdade e ao mesmo tempo, sensação de saber que em algum lugar do mundo existe um pedaço razoável feito sob medida para você. E assim aconteceu com Paris, o meu caso de romance preferido e duradouro.