
Uma odeia demasiadamente a si própria pelo singelo detalhe de se amar demais. Tem um autocontrole exacerbado que quase sempre perde as rédeas da própria meada de sua historia completamente sem sentido nenhum. Faz parte de um mundo que, sinceramente, ninguém reconhece ou admite que exista. Faz teatro, faz peça, faz cena e faz amor demais pra alguém que gostaria de ser um pouco mais feliz, estável e realista. Fala fino, fala doce, fala amargo e às vezes até azedo. Fala o que acha que deve e deveria apenas nem cogitar a idéia de pensar em falar, às vezes. A outra é dura como rocha e mais doce que cubo de açúcar. A rocha então quase sempre se desfaz naquelas fortes tempestades constantes de chuva ácida. Essa sente quase tudo o que não fala, fala quase tudo o que não sente, às vezes acha que ela também deveras, mais do que as outras, sente. Eu sinto que existe uma outra que, deveras, fala demais das outras que , às vezes, quase acham que sentem.



